Parágrafo sobre "Filosofia da Caixa Preta", capítulos 4,5 e 6.

Agora já nos capítulos 4, 5 e 6, tive como primeiro destaque a questão das "escolhas programadas" que o fotógrafo toma. É um tópico interessante, pois para mim, se escolher dentre opções pré-determinadas é não possuir liberdade, ninguém no mundo é livre, pois é assim que existimos. Não gosto de pensar que essa é a realidade, mas talvez seja um leve caso de negação.
Além disso, a reflexão que o autor faz sobre novas situações na fotografia me surpreendeu. Soa estranho porém plausível colocar o fotógrafo-e-o-aparelho como realizadores da realidade, numa unidade funcional inseparável e confusa.
O tema de fotografias em preto e branco também foi muito interessante, essa sendo colocada como magicizante de teorias conceituais. O mesmo diria sobre sua afirmação das fotografias coloridas: que quanto mais fiéis se tornam, mais mentirosas também. A questão de esconder sua complexidade técnica é para mim, muito associável as fotografias mais modernas de hoje, dos telefones. Criam uma ilusão e semelhança com uma "janela" como descrito em outro capítulo, em níveis danosos para os seres humanos. Acho que faz falta ter noção de que esse mundo não é algo tão fácil de ser captado fielmente assim.
Por fim, toda a discussão sobre a fotografia como objeto pós-industrial é bem intrigante. A transformação de valores que ele destaca e a descrição de canais nos quais as fotografias transitam trazem um elemento vivo para um processo que até então para mim era só tecnológico e "morto". É legal conectar outros pontos e realmente ver humanidade em tudo.

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