Parágrafo sobre "Teoria do não-objeto"

Me solicitaram um parágrafo sobre o texto "A teoria do não-objeto", com foco no meu entendimento sobre o conceito. Essa é uma tarefa extensa, pois o próprio modo como o texto se desenvolve faz com que a definição pareça não acabar. Mesmo assim, quis tentar e fiz minha compilação: 
O não-objeto é uma nova forma de arte, vinda da necessidade de nominar novas experiências que fugissem dos limites convencionais. Ele é, antes de tudo, uma forma que foge da representação, sendo presentativo. Não é algo que se insere como útil ou no local da designação verbal. É algo uno, que representa nada além do que já puramente é, sua forma. Ele existe no mundo real, não estando confinado de qualquer forma (uma moldura, base ou fundo). Existe apenas na condição da transformação espacial e do afastamento das noções acadêmicas de gênero artístico. Ele traz um significado para um nada, de dentro para fora. Pode ser composto dos mais diversos elementos e linguagens, e só existe plenamente com a interação. Está completo com a ação: "Mas o que a ação produz é a obra mesma, porque esse uso, previsto na estrutura da obra, é absorvido por ela, revela-a e incorpora-se à sua significação".
Com essa frase encerro a análise longa e busco definir com as palavras mais simples que usamos com mais frequência: O não-objeto é uma experiência muito pessoal, completa sempre de forma única e buscando ser sensorial e mental. Não representa nada existente, podendo assim ser qualquer coisa. É uma experiência interativa e física no mundo, e é por fim, arte em (ou com?) movimento.

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